Psicólogo do futuro: Cérebro x Comportamento

Pulicado em 10/10/2018

Autor: Adriano Borges | IGC Educação

Cada vez mais próxima da tecnologia e mais completa como ciência, a psicologia tem formado profissionais capazes de ajudar pessoas a desenvolverem habilidades, ou evitar de perdê-las, mesmo quando se trata de lesões cerebrais. Com competência para trabalhar a relação das funções do sistema nervoso e o comportamento humano, neuropsicólogos têm ganhado cada vez mais mercado no Brasil, sendo requisitados em hospitais, clínicas, consultórios, escolas e até mesmo no serviço público.

Isso acontece porque, com a neuropsicologia, é possível avaliar as funções mentais como atenção, memória, funções executivas, linguagem e percepção e desenvolver protocolos de estímulo desde a gestão até o último dia de vida de uma pessoa, associando déficits e transtornos com malformações cerebrais ou lesões que afetem o sistema nervoso e consequentemente a cognição.

 

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Na gestação, diante de diagnóstico de problemas com o feto, a mãe pode ser orientada sobre como estimular o bebê para que ele tenha um progresso no desenvolvimento de suas habilidades.  Um bebê com lesões cerebrais provocadas no parto, por exemplo, pode receber estímulos para recuperar ou ativar as áreas associativas do cérebro e chegar a idade escolar com melhor condição de aprendizado.  Há protocolos de auxílio a crianças mais agitadas, com possível déficit de atenção e hiperatividade, ou com alguma dificuldade de aprendizagem relacionada à dislexia, disgrafia ou disortografia.

Para os neuropscicólogos também é possível intervir em questões da vida adulta, de acidentes de trânsito a um AVC, que provoquem lesões no sistema nervoso, para reabilitação de pacientes. Ainda pode ajudar no controle inibitório de demências comuns em idosos, como a senilidade, para prolongar seu tempo de autonomia.

O psicólogo do futuro está aliando seu profundo conhecimento dos processos psicológicos, com as avançadas tecnologias que permitem estudar o funcionamento cerebral, promovendo uma intervenção terapêutica mais eficiente, em uma ciência de um sistema dinâmico e integrado, completo e complexo, como classificou o famoso psicólogo soviético Alexander Romanovich Luria, considerado o pai da Neuropsicologia moderna.

 

Adriano Borges | IGC Educação

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