Aplicações práticas sobre o mundo dos negócios

Pulicado em 29/01/2019

Autor: Adriano Borges | IGC Educação

O mercado de consumo, em todas as esferas, têm sofrido mudanças constantes motivadas pela evolução do novo contexto social mediado pela tecnologia. Estamos o tempo todo conectados, o que aumenta a nossa sensação de aceleração massiva do tempo e espaço, o que acaba também influenciando na cultura de compras dos consumidores. Com isso, gestores precisam trabalhar novas estratégias para serem aplicadas em seus negócios e continuam impactando esses consumidores hiperconectados.

Atribuir uma inteligência comercial às estratégias de venda, produção e comercialização traz à tona uma nova roupagem para o consumo de produtos dentro da economia. Podemos considerar principalmente que temos um novo perfil de consumidor para o mercado atual.

O consumidor 3.0

Esse novo consumidor está inserido em uma globalização digital que o faz ser todos os dias ser bombardeado de informações e conteúdos que a internet oferece. Sendo assim sua perspectiva de consumo se torna acelerada, mas por outro lado, agora é mais criteriosa.

“O consumidor  está totalmente conectado, familiarizado com ambientes online, que não são definidos somente por faixa etária, renda ou gênero. Neste caso, são as empresas que vão atrás dos clientes através de promoções, informações e com uma estratégia para manter o relacionamento com o consumidor aquecido”, explica Marcelo Roncato, Doutor em Gestão Estratégica em Tecnologia e professor do IPOG, Marcelo Roncato.

O que pensa esse consumidor?

O perfil de consumidor 3.0 é traçado por alguns pontos marcantes de sua personalidade, como:

Ser altamente informado e socialmente conectado: sua conexão ilimitada às redes sociais e portais de notícias faz com que este indivíduo se identifique como um “sabe tudo!”;

Ser sensível a preços: o acesso à internet faz com que o consumidor torne-se mais criterioso. Ele consegue ver, ao mesmo tempo, um produto com várias cotas de preços diferentes em sites diversos, tornando-o mais seletivo, principalmente a promoções.

Ele confia em opiniões de outros usuários:  quem nunca ouviu falar do famoso “Reclame Aqui”? Esse site é literalmente um banco de dados de informações de vários clientes que opinam sobre produtos e lojas para manter outros internautas informados sobre a confiabilidade de uma compra ou serviço;

Ser inconscientemente seguro: mesmo com tantas dúvidas e dependência de outras fontes de informação, esse novo consumidor foca na autorrealização e seguridade, mesmo que esta seja de forma involuntária. Ele acredita sempre em si mesmo.

Como conquistar esse cliente?

Conquistar esse cliente não é uma missão difícil! Todo gestor tem que ter em mente a ideia de que é necessário uma expertise para atingir seu público final, ou seja, o cliente 3.0.

Existem algumas técnicas que contribuem para o alcance desse público e para que o resultado seja satisfatório. Primordialmente toda empresa independente do ramo deve ter como estratégia principal sua Inteligência de Mercado ativa.

Business Intelligence

O mercado inovou de tal forma que hoje grandes e pequenas empresas trabalham com uma estratégia de mercado baseado na coleta de informações e análise de estatísticas obtidas dos clientes através de um banco de dados online.

Conhecida como BI essa técnica se tornou referência na captação de clientes e aumento no lucro da empresa. Segundo Edson Teixeira, coordenador do MBA Executivo em Gestão Comercial e Inteligência de Mercado do IPOG, “o BI, é um processo com técnicas e conceitos que visam dar suporte a tomada de decisão com base em informações passadas”.

Essas técnicas dependem de ferramentas e softwares de captação de dados para que CEOs, líderes e gestores tomem decisões estratégicas para a competitividade e lucratividade de cada empresa.

Essa técnica de inteligência mercadológica surgiu a partir da demanda que a tecnologia trouxe para a economia, seja ela brasileira ou internacional.

Implantar esse método de tomada de decisões pode ser a solução de seus problemas! Para isso é necessário um estudo de mercado, aquisição de ferramentas e softwares adequados para a coleta de dados. Ainda é preciso que a análise e garimpagem desses dados seja precisa. O coordenador traz uma analogia com uma cirurgia. “Cada passo deve ser estrategicamente pensado e estudado, para que nada fique fora desse planejamento.”, explica Edson Teixeira.

Como implantar o BI

De acordo com Marcelo Roncato, para a implantação do Business Intelligence podemos considerar seis passos fundamentais, para que as engrenagens do processo funcionem:

1- O pré requisito fundamental é a coleção de dados através da integração de todas as fontes de informações disponíveis na empresa;

2- Após isso tem-se a possibilidade de criar um repositório central de dados;
3- Com esses dados agrupados podemos aplicar a mineração desses informações a procura de padrões consistentes;

4- Assim podemos detectar relacionamentos, tendências e informações privilegiadas;
5- Para melhor entendimento dessas informações utilizamos de ferramentas gráficas;
6- Com essa análise buscamos as melhores práticas com o propósito de maximizar o desempenho.

E para o melhor desempenho toda essa funcionalidade do BI Marcelo sugere algumas  ferramentas que contribuem para a coleta de dados. As mais famosas são: IBM Watson Analytics, Google Data Studio, Project BI, Tableau, Microsoft Power BI e Pentaho.

Todo esse processo e ferramentas específicas, trazem para o gestor a oportunidade de saber melhor como pensam os clientes e como o mercado se comporta diante do ambiente no qual está inserido.

Agora que você já sabe tudo sobre BI, que tal começar a pensar na implantação dentro de sua empresa?

 

Adriano Borges | IGC Educação

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